Ministério da Saúde recomenda vacinação contra febre amarela antes do verão

O início do verão é considerado o período de maior risco de transmissão da febre amarela. Por isso, a população que vive em locais de risco deve buscar a vacinação o quanto antes.

O Ministério da Saúde faz esse alerta porque áreas recém-afetadas pela doença e com grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, ainda têm um quantitativo alto de pessoas que não foram vacinadas contra a febre amarela e correm, portanto, maior risco de serem infectadas.

Em 2017, quando ocorreu um surto de febre amarela, a vacinação foi ampliada para 4.469 municípios. Isso ocorreu devido a inclusão de 940 cidades localizadas próximas das capitais e áreas metropolitanas das regiões Sudeste e Sul do país, onde houve evidência da circulação viral. A cobertura vacinal deve ser de, no mínimo, 95% da população.

No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina contra febre amarela é ofertada e distribuída aos estados todos os meses, sendo que neste ano já foram enviados para todo o país 30 milhões de doses da vacina contra a doença. Entretanto, a vacinação é pouco procurada pela população. As pessoas devem tomar a dose pelo menos 10 dias antes de irem para as áreas de risco.

O que é febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida por mosquitos. A infecção pode ser categorizada de duas formas: febre amarela urbana, quando é transmitida pelo Aedes aegypti, ou febre amarela silvestre, quando transmitida pelo Haemagogus e Sabethe.

A doença é considerada aguda e hemorrágica e recebe este nome pois causa amarelidão do corpo (icterícia) e hemorragia em diversos graus. O vírus é tropical e mais comum na América do Sul e na África. Apesar de ser considerado um vírus perigoso, a maioria das pessoas não apresenta sintoma e evolui para a cura.

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